Funcionários da Inconfidência entram
na justiça para receberem
Caso
não paguem os valores do acordo, Câmara
Municipal arca com os gastos
Sêmia
Mauad
Na última reunião da Câmara
Municipal de Ubá, dia 10 de março,
os vereadores discutiram sobre o acordo que deverá ser
feito na Justiça entre os cinco funcionários
que trabalharam na construção da
nova Casa do Legislativo.
Os
cinco funcionários entraram na Justiça,
pedindo os seus direitos trabalhistas. Caso, a
Câmara opte pelo acordo, os valores pedidos
caem sensivelmente. É importante ressaltar
que o pagamento do acordo será feito pela
própria Inconfidência. Entretanto,
a empresa não cumprindo o pedido, a Casa
arca com todas as despesas, como explicou o assessor
jurídico da Câmara, Miguel Gasparoni: “Sabemos
que apesar dos trabalhadores serem contratados
pela empresa que a Câmara também tem
as sua responsabilidade. Se a Câmara aceitar
fazer o acordo, os valores diminuem e muito. Se
a Inconfidência não cumprir o acordo
ela é multada em 100% do valor do acordo.
Se não pagarem, a Justiça vai penhorar
bens para que garanta a dívida. Se no final
de tudo, não conseguir o pagamento, a Câmara
que arca”.
As
discussões em torno do acordo renderam.
Alguns eram a favor do acordo, mas havia outros
que não aceitavam. O vereador Cláudio
Ponciano levantou a hipótese dos trabalhadores
quererem receber da Câmara Municipal e não
pela empresa Inconfidência: “A gente
se coloca no lugar do trabalhador e ele quer receber
o mais rápido possível. Agora a Câmara
já fez tudo o que podia. Mas e se todos
resolverem entrar contra e verem que a Câmara
vai pagar, vão pensar que é mais
fácil receber da Casa e isso vai abrir precedente
para outros”.
Pastor
Darci, também vereador, falou que
vota contra o acordo entre os funcionários.
Ele ressaltou que não aceita que a Câmara
assuma qualquer despesa: “Quando começa
bem ainda tem chance de terminar bem, mas quando
já começa mal, aí não
tem jeito. Sinceramente, eu não voto por
despesa nenhuma. Isso é um absurdo. Há solidariedade
para aqueles que trabalharam e não receberam,
mas tem meu protesto com relação
a esse pagamento. Sou contra qualquer despesa a
mais para a Câmara”.
Os
cinco funcionários que estão
requerendo os seus direitos são:
Vicente
de Paulo – acordo
de R$ 1.000,00;
Antônio da Cruz – acorde de R$ 1.500,00;
Antônio de Pádua – acordo
de R$ 2.000,00;
Sebastião Pacienza – acordo de R$
1.500,00;
José Soares – acordo de R$ 1.200,00;
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