Luiz
Carlos Prestes Filho mostra os números
do carnaval carioca
Também durante o primeiro dia do Seminário “Desafios
e possibilidades do carnaval de Ubá”,
realizado entre os dias 16 e 17 deste, organizado
Pela Câmara Municipal de Ubá em parceria
com a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte
e Turismo o Superintendente da Economia da Cultura
do Estado do Rio de Janeiro e Diretor da Incubadora
de Empresas Culturais da PUC/Rio, Luiz Carlos Prestes
Filho, mostrou os números do maior carnaval
do país e como ele é auto-sustentável.
No
recente período carnavalesco houve uma
oferta de 264,5 mil postos de trabalho/mês,
tendo sido mobilizados para desempenho das tarefas
decorrentes 470,3 mil trabalhadores. A indústria
do carnaval na cidade do Rio de Janeiro gerou uma
receita correspondente aos gastos primários
das pessoas, empresas, associações
e Prefeitura, da ordem de R$ 684,9 milhões,
dos quais R$ 298 milhões (43,5%) referentes
ao pagamento de mão-de-obra.
Gastos
pessoais efetuados por turistas nacionais e estrangeiros
(310 mil, sendo 70% nacionais e
30% estrangeiros), mais os foliões cariocas.
Com
relação aos gastos dos turistas
o principal item refere-se aos transportes, o qual
inclui os dispêndios referentes ao deslocamento
até a cidade do Rio por meio aéreo,
rodoviário ou marítimo.
A
Liga das Escolas de Samba (LIESA) arrecadou R$
9,4 milhões, as escolas de samba do grupo
especial tiveram, no conjunto, uma receita de R$
73,2 milhões. A TV Globo faturou R$ 17,3
milhões, fora a receita da venda de direitos
para o exterior. As editoras das revistas especializadas
(“Rio, Samba e Carnaval”, “Linha
de Frente” e outras) tiveram um faturamento
por conta de publicidade de R$ 12,4 milhões.
Estudo
realizado em 2000 sob o título “O
impacto do carnaval na economia carioca”,
elaborado pelo Instituto Pereira Passos e a Secretaria
Especial de Assuntos Estratégicos, ambos
da Prefeitura do Rio, abordando fatos econômicos
referentes às atividades carnavalescas em
1999, levantou algumas informações
sobre a participação do município.
Dados corrigidos pela variação do
IPCA/IBGE no período de 1999-2006, correspondente
a 79,3%.
Com
relação a geração
de postos de trabalho, os produtores primários
(hotéis, restaurantes, bares, comércio,
etc.) geraram 176.200 postos de trabalho/mês,
com a mobilização de 369.318 trabalhadores.
O principal segmento gerador de postos de trabalho
foi à rede de alimentação,
que gerando 51,6 mil postos de trabalho/mês
mobilizou durante a semana do carnaval 221,1 mil
trabalhadores para atender os seus clientes. A
rede hoteleira gerou 26,6 mil postos de trabalho
mobilizando, para dez dias de alta hospedagem,
79,8 mil pessoas.
Em
todas as categorias de trabalho há uma
participação maior de empregos formais.
Nesse caso, a tendência maior dos empregadores é utilizar
os mesmos empregados em horas extras, o que reduz
o nível de mobilização.
As
escolas de samba são importantes geradoras
de postos de trabalho (64,7 mil postos de trabalho/mês),
que se distribuem por um período mais longo,
durante o ano, mobilizando 18,4 mil pessoas.
A
Secretaria de Desenvolvimento Econômico
de Barra Mansa estimou em dois mil o número
de bordadeiras em atividade no município,
com base num levantamento empírico, a partir
das respostas dadas por profissionais aos consultores
do estudo.
Observou-se,
ainda, que é comum uma família
ter vários de seus integrantes realizando
o trabalho e participando do gerenciamento e da
distribuição, em jornadas que podem
durar toda a semana, nos meses de alta produção,
e que o salário médio das bordadeiras
gira em torno de R$ 500 mensais.
Comércio e Exportação
Se
considerarmos que milhares de visitantes vieram
e vêm ao Rio para assistir aos desfiles de
carnaval e que mais de dois milhões de brasileiros
vivem no exterior; existem escolas de samba criadas
por cidadãos foliões naturais de
inúmeros países estrangeiros; negócios
de venda de produtos carnavalescos para o exterior
que são realizados amiúde por comerciantes
brasileiros, e mesmo pelas próprias escolas;
confirma-se que existe um grande mercado potencial
ainda não devidamente explorado e que bem
trabalhado comercialmente poderia render divisas
e empregos para o Brasil.
Fonte:
Assessoria de Comunicação Câmara Municipal de
Ubá
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