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Neste
mês gostaria de sugerir que refletíssemos
um pouco sobre “o poder das palavras”.
Sem dúvida, está em nossas mãos,
ou melhor, saindo por nossa boca, aquelas que são
responsáveis por incentivar ou desmotivar
alguém, que trazem boas notícias
ou semeiam discórdia, que consolam ou agridem...
A escolha é nossa! Somos integralmente responsáveis por tudo
que pronunciamos. As palavras são acompanhadas de uma enorme carga de
sentimentos e a partir do momento que as soltamos não temos como recuperá-las.
Podemos até tentar nos explicar melhor, alegar que falamos na hora da
raiva, que não era bem aquilo que queríamos dizer, enfim, apresentar
uma série de argumentos que certamente serão em vão, pois,
já teremos atingido o outro com nossa imprudência.
Há ainda, o perigo de interpretarmos equivocadamente o que nos transmitem,
isto é, às vezes, interpelamos alguém sobre algo que nem
falou e muitas vezes nem tinha a intenção de dizer, mas por insensatez
nos apressamos em pré-julgar ou nos melindrar “vestindo” o
papel de vítima.
Para ajudar nesta reflexão, analisemos o texto “O poder da palavra” que
produzi este ano para o III simpósio de Língua e Literatura de
uma Universidade no Rio de Janeiro.
Palavra é puro
sentimento,
Ela reflete o momento.
Dita, escrita ou pensada
é
mistério que nos aguarda.
Pode
transmitir certeza, dúvida ou inquietação...
Pode ir além da imaginação.
Quem a ouve, vê ou sente experimenta a emoção
de descobrir o segredo implícito em cada
expressão.
Mas cuidado!
Antes de pronunciada,
a palavra precisa ser bem pensada,
para não ser desperdiçada em coisas
que não levarão a nada.
Às vezes soará como rojão,
Outras vezes cairá como pluma no chão.
É
preciso encontrar o ponto de equilíbrio
e aprender a usá-la como lenitivo.
Algumas pessoas a oferecem como um belo presente
singelo, significativo e surpreendente...
Outras a utilizam como erva daninha,
então, atenção, ao arrancá-la
de cada linha.
Somos
os responsáveis
por tudo que ela representa,
por isso, fazer um bom uso é questão
de opção, treino e dedicação.
Apesar
de toda esta reflexão, uma dúvida
ainda paira no ar...
O que está escondido por trás de
cada palavra?
Será que somos capazes de desvendar a charada?
Ficam
aqui os questionamentos: estamos usando adequadamente
este instrumento poderoso que é a
PALAVRA? Buscamos a interpretação
correta daquilo que nos dizem ou rotulamos alguém
por algo que nem pronunciou?
Pensem nisso e até a próxima!
Adriana Lopes de Oliveira (Graduada em
Pedagogia e Pós-graduada em Língua
Portuguesa)
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