PROFISSÃO: PROFESSOR


Dia do professor chegando e não há como deixar de questionarmo-nos: por que os professores são tão mal remunerados?

Talvez, não seja interessante para os nossos governantes ter profissionais capazes de arcar com o custo de bons cursos, de assinaturas de jornais e revistas, com a compra de livros e tudo mais que for necessário para melhorarem o seu desempenho em sala de aula.

Isso resultaria num ensino de melhor qualidade, formaria cidadãos mais bem preparados, conscientes de suas responsabilidades, atentos ao escolherem seus representantes, capazes de cobrar atitudes e acompanhar a prestação de contas.

O professor é responsável pela formação de todos os outros profissionais, sendo assim, deveria pelo menos ser mais valorizado. Porém, a realidade é bem diferente, não é difícil encontrar quem critique o trabalho desses profissionais e acreditem ser justa a remuneração que recebem, alegando que trabalham poucas horas por dia e têm direito a dois períodos de férias anuais.

Ledo engano, independente do nível de comprometimento que tenha cada profissional, não há como fugir do trabalho extra. É comum levar provas, testes, trabalhos, entre outros para casa e passar o final de semana, corrigindo-os. Além, é claro, de dedicar seu tempo livre planejando suas aulas e atualizando-se.

Quanto as “férias” (recesso no meio do ano), enquanto os alunos as usufruem, os professores precisam estar na escola participando de reuniões, planejamentos, organização de materiais, reflexão sobre novas metodologias...

Entretanto, mesmo diante de todas as dificuldades que precisam enfrentar e recebendo salários irrisórios, permanecem firmes no propósito de cumprirem o seu papel, da melhor maneira possível.

Sabemos que a educação nunca foi valorizada como deveria, o que faz com que alguns desses profissionais apresentem-se desmotivados e trabalhem de maneira mecânica, sem muita preocupação com o resultado. Mas, felizmente, o amor a profissão faz com que a maioria esteja verdadeiramente comprometida, buscando o progresso de seus alunos.

Diante dessa realidade, podemos ainda nos questionar: será que estamos valorizando adequadamente os professores que passam por nossas vidas, sejam eles, nossos educadores, dos nossos filhos, netos, sobrinhos...? Será que não estamos deixando exclusivamente para eles um papel que nos cabe primeiramente, o de educar os nossos descendentes? Será que estamos cobrando devidamente dos governantes este direito à educação que é garantido pela Constituição?
O momento é de reflexão, precisamos tomar cuidado para não delegarmos ao outro aquilo que é nossa função.

Para todos os PROFESSORES os nossos sinceros agradecimentos, carinho e respeito. Parabéns por contribuírem para o nosso crescimento!!!


Adriana Lopes de Oliveira (Graduada em Pedagogia e Pós-graduanda em Língua Portuguesa)