CIÚME

Ainda envolvidos pelo clima de romance trazido com a comemoração do Dia dos Namorados, refletiremos sobre o CIÚME, sentimento presente em muitas relações. Quando bem dosado pode até servir para “injetar novo ânimo à relação”, mas, ao ser utilizado “acima da dose aceitável”, corre-se sério risco de transformá-lo em algo letal, ocasionando o fim do relacionamento.

Considerado por muitos como altamente destrutivo precisa ser bem administrado para que não desencadeie sentimentos ou reações negativas, tais como: mágoa, raiva, depressão, desconfiança, agressividade...

A insegurança, o apego demasiado ao outro, a falta de amor próprio são alguns dos fatores responsáveis pelo ciúme excessivo.

Mas como controlá-lo?

Primeiramente deve-se compreender que quando temos um(a) companheiro(a) não somos seus “donos” e que o simples fato de ele(a) admirar uma outra pessoa não significa que está interessado em romper um compromisso para iniciar outro. É claro, que isto pode por ventura vir a acontecer, mas não será através de crises de ciúme que se conseguirá evitar, pelo contrário, muitas das vezes, o que antes passava despercebido fica mais visível por causa da insistência em falar sobre o mesmo assunto.

Um segundo passo para controlar o ciúme excessivo é confiar no parceiro(a), no amor que os uniu. Não existe meio termo na confiança, ou se confia ou não se confia. Basear uma relação em desconfianças é como idealizar castelos de areia sobre as ondas do mar, não há estrutura para sustentá-los.

Respeitar o espaço do outro também é muito importante, não adianta passar 24h por dia “grudado” no companheiro(a) se este tempo não for de qualidade. Além disso, é fundamental amar a si próprio, sentir-se importante, afinal todos somos dotados de qualidades. Há pessoas que costumam depreciar-se e criam fantasias ao imaginar que tipos de pensamentos habitam a cabeça de seu parceiro(a). Tal comportamento só levará a suposições infundadas e equivocadas.

Muitos casais passam mais tempo brigando do que vivenciando bons momentos. Será que é válida uma relação assim? Obviamente NÃO, o desgaste que todas essas brigas acarretam deixam cicatrizes que não somem com o tempo.

No entanto, se o ciúme aparecer esporadicamente, em “doses homeopáticas”, apenas com o intuito de manter viva a relação, poderá até surtir algum efeito positivo.

Porém, se ao contrário, o ciúme for exagerado, certamente, o parceiro(a) irá se sentir sufocado, tolhido, injustiçado. Acabará perdendo a naturalidade, a espontaneidade. Ficará receoso(a), com medo de ser mal interpretado, e gestos simples como: um olhar descompromissado, um cumprimento ou uma gentileza feita a alguém, causarão um enorme desconforto.

Neste caso, ao individuo que é vítima do ciúme excessivo cabe optar entre aceitar tal situação, abdicando da sua própria identidade em favor de um amor improdutivo e egoísta que não dá espaço para a liberdade de pensamento e de ação; ou pôr um ponto final nesta relação desequilibrada e doentia.

Portanto, ter bom senso é fundamental. Aprender a controlar os sentimentos é tarefa que precisa ser desejada e praticada diariamente. Querer melhorar, mudar atitudes são sem dúvida demonstrações de amor. Respirar calmamente antes de agir; pensar bem antes de falar; perguntar antes de acusar podem ser grandes aliados na busca pelo autocontrole. Agindo assim, a relação terá se tornado mais saudável e sem dúvida, ambos terão ganhado com isso.

Até a próxima!


Adriana Lopes de Oliveira (Graduada em Pedagogia e Pós-graduanda em Língua Portuguesa)