Coluna do Thuru David
“tamo junto”


Galera, começamos hoje a ter um contato mais estreito com ocês através desta coluna. Qualquer críticas ou sugestões, “tamo junto” no turudavi@yahoo.com.br.

O ubaense pode até não se atentar para isto, mas nossa gente é de valor; muito valor. De tão grande valor, que faz coisas que nem é de sua alçada, mas faz, só mesmo pra ver os outro se sentirem felizes, e recompensados, pois esta é sua real recompensa.
Estamos vendo agora um exemplo claro.

Trinta e seis estudantes ubaenses foram para Itajubá disputarem a fase final dos Jogos Escolares de Minas, coordenados pela Secretária Estadual de Educação, através das Superintendências Regionais e Ensino.

Se foram, se chegaram á final, é porque têm chances de se sagrarem campeões estaduais, mas sabemos que na prática não funciona assim, porque o melhor daqui pode ser apenas mais um quando bate de frente com os atletas das cidades de grande porte.

Mas duas chances ubaenses são visíveis, claras e cristalinas. O atletismo de Jéssica Soares (250 e 1000 m. ), e o tênis de mesa de Netinho Guilhermino.

Jéssica é imbatível no ranking de Juiz de Fora, onde conquistou 68 de suas 70 medalhas. Em Ubá, nem uma, porque nunca houve disputa aqui para ela competir. As outras duas são da etapa anterior dos JEMs deste ano.

Netinho é outro campeão, cujas raquetes há muito não conhecem derrotas, e são esperanças do professor Eduardo Stanziola, o responsável por Ubá.

Eduardo sabe que embora sejam 36, na verdade as chances de títulos estaduais são poucas, talvez se resumindo a Jéssica, Netinho, ao Xadrez de Jairzinho e talvez alguns nadadores (são 25), mas se desdobrou para levar toda a delegação, independente de terem chances ou não. E isto, porque o mais ou menos de hoje pode ser o campeão do ano que vem.

Mas infelizmente, parece que esta saudável visão futurista não é privilégio de todos os que deveriam tê-la, porque os atletas só foram a Itajubá porque o prof. Eduardo e a SRE se viraram. Pode acreditar, mas a municipalidade se recusou a dar sequer o transporte ( R$1.800,00), e não ajudou aos ubaenses “com nada”.

Não custa lembrar, de que da mesma forma que estes estudantes, entre 11 e 15 anos, representam 35 chances de títulos estaduais, também representam 35 chances de se deliqüência e marginalidade, e que cada vez que a municipalidade dificulta ações como esta ( como acaba de fazer, negando a ajuda), estão colocando um degrau a mais na escada da marginalidade, e retirando um da escada da cidadania, do futuro. FUI !

Trabalhou em todos os veículos de comunicação escritos, falados e televisados de Ubá dos últimos 30 anos.Foi correspondente local do Tribuna de Minas (JF) e correspondente regional do Jornal dos Sports (RJ), sucursal Minas.
Atualmente trabalha na TV UM, Rádio Líder FM, jornal O Noticiário e Portal Informe Ubaense.