Em nome de quê ?

Em nome de quê ?

Ô, galera, tamo junto !

Já vou dizendo que não vai aqui nenhuma preocupação com a seqüência do campeonato carioca por eu ser tricolor, e nem vai aqui nenhuma implicância com os jogadores do Flamengo. É um fato que vem acontecendo com freqüência no futebol brasileiro, e que não concordo absolutamente, muito embora eu tenha plena consciência de que eu concordar ou discordar não vai fazer a menor diferença.

Muitas vezes a culpa acaba sendo da grande mídia (a que faz diferença na hora das autoridades decidirem), que apelam para o esvaziamento do talento nos gramados, e para a escassez de craques.

Falo dos julgamentos que vêm ocorrendo, e das punições, que estão ficando cada vez mais escassas e diferenciadas.

Vejo muitos comentaristas e cronistas dizendo que este ou aquele jogador não podem ficar de fora de determinadas partidas e momentos das competições por serem ídolos, xodós e admirados dos torcedores. Com isto, os que não são assim tão ídolos, tão xodós e tão admirados, acabam sofrendo punições que não vemos em outros, justamente por influência deste comentários e deste ponto de vista de alguns profissionais da grande mídia.

Tivemos uma série de casos, mas podemos citar o do Adriano do São Paulo, que recentemente agrediu covardemente um colega de profissão e teve a cabeça massageada pelo Tribunal. Nesta semana tivemos o julgamento de três jogadores do Flamengo (Bruno, Toró e Obina) e três amolecimentos da turma do Tribunal.

Não vou me prender aos Obina e ao Bruno, porque confesso que não sei o que eles fizeram, mas o caso do Toró (aquele mesmo que deu uma “banda” no gandula em u jogo da Libertadores) foi degradante. Acho que a postura do Tribunal foi tão covarde quanto à do próprio Toró, que eu vi (e todo o Brasil também), quando ele deu um bico na cabeça do goleiro do Botafogo que estava caído entre um bolo de jogadores.
Covardia plena e pura. O companheiro de profissão no chão, e ele não teve coragem nem mesmo de atingi-lo pela frente, dando um bicudinho sutil, como se estivesse empurrando uma bola pro fundo do gol. Tão covarde, que nem expulso foi, já que só as câmeras flagraram o lance.

E se não foi expulso, porque então foi levado a julgamento? Deve ter sido porque viram as imagens, né? E se viram as imagens, precisavam de mais o quê pra ele ser punido rigorosamente por agressão?

Vai um jogador do Cardoso Moreira, do Macaé ou do Voltaço fazer isto pra ver o tamanho do gancho...

Como diria meu ex-parceiro de TV, o Horácio (lá de Brasília), “estão brincando de fazer futebol”.

Fui...mas tamo junto!