Galera,
um abraço.
Pois cá estamos nós brasileiros contentes
e felizes, não comportando a euforia, que
já nos transborda pelos colarinhos da camisa,
em função da massacrante goleada
imposta pela nossa seleção aos pobres
equatorianos.
A goleada de 5 a 0 me fez voltar aos dias do PAN
do Rio, quando nossa seleção
de futebol perdeu para a deles, e todo mundo caiu de pau nos nossos jogadores,
todos sub-17, contra os deles que eram até 20 anos, com mais três
acima deste limite.
À época eu disse que lá só tinha “quinhõnes”,
e que quando batessem de frente com a brasileirada que tivesse o mesmo tamanho
deles os equatorianos iriam ver... Nem era caso de tamanho, mas de idade mesmo,
porque eles têm uns caras lá, que devem usar pernas- de - pau...
ou talvez tenham mesmo pernas-de-pau de nascença, porque não deu
pra saber o que são mais duras neles, se as pernas ou as cinturas.
Os caras são ruins mesmo, e na esteira desta realidade não custa
lembrar à brasileirada de que “não goleamos ninguém”.
Para mim o jogo só se salvou mesmo pelo drible do Robinho em cima daquele “quinhõnes” lá,
que não parava o brasileirinho nem se desse de mão nele... e
eu, que de letra (modéstia a parte) manjo um pouquinho, sei o nome do
drible que ele mesmo não sabe. “Meia letra”, é o
nome. E não foi que ele tentou meter pra trás de letra e mudou
de idéia não. O drible é aquele mesmo, ele finge que vai
meter uma letra e ao invés de fazer isto, prensa a bola na grama, e
o “quinhõnes” estica a perna tentando bloquear a bola que
não foi tocada, porque ficou prensada no gramado, e um abraço;
não consegue voltar e nem dar de mão no Robinho se quiser...e
o mais aplaudível na parada é que é a jogada poderia muito
bem se chamar “levanta parceiro”, porque ela não foi criada
pro Robinho fazer gol, e sim pra deixar os parceiros na cara do gol, sem ter
mais o que fazer senão estufar as redes adversárias.
Fácil notar isto, porque aquele drible leva o Robinho pro fundo do campo,
tirando os “quinhõnes” da jogada. Mas, tirando também
seu ângulo, não lhe deixando outra alternativa senão rolar
para trás pra alguém ou dar uma pancada pra pequena área,
mesmo sem ângulo, esperando algum parceiro esteja lá na zona do
agrião pra ela bater nele mesmo e ir pro gol... como batia no Dadá,
no Serginho Chulapa, no Thuru, e outros centroavantes natos, aqueles que feito
médicos residentes, quase moravam na área adversária.
Não vi nenhum motivo para nos orgulharmos e nos empolgarmos com a goleada
em cima dos quinhõnes, como não vi motivo pra eles se orgulharem
de terem nos vencido nos Jogos Pan Americanos.
Continuo sem entender porque não temos até hoje os laterais certos....ou
você está satisfeito com o Maicon ( ou Mal com? ) na direita e
o Gilberto “já morreu” na esquerda ? E que sumam rapidinho
com esse Afonso e esse Wagner Love , que não demora a ser chamado de
Wagner Ódio, porque o torcedor não o agüenta mais... Que
o Dunga chame o Dodô, o Fernandão, o Kerlen, o Bisnaguinha, ou
o João-Canela-Rocha sei lá; mas Afonso e Wagner Ódio não,
por favor.
E não quero ser estraga prazeres, mas não consigo me entusiasmar
com esse time. E se querem um conselho, não reservem ainda os lugares
nos hotéis lá da África do Sul. Deixem a gente ganhar
primeiro da Argentina, da Colômbia, do Uruguai e até do Paraguai.
Tamo junto!
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