Discípulos de Coutinho até quando ?

Galera, abraço e sorte. Um “tá valendo” geral, e o especial da vez que eu mando pro tenente João Guilherme, comandante do Corpo de Bombeiros daqui, e para o companheiro de letras Evandro Albuquerque e sua esposa. Vale muito saber que nos lêem. É isso !

Galera, eu não imagino quantos fracassos ainda teremos que colher para nos conscientizarmos que de que principalmente no esporte, o que vale é o agora, e que ele é um agora de curtíssima duração...A menos que me convençam de que adiante reclamar do gol perdido ou do pênalti mal marcado (ou não marcado) depois de um minuto...Ou do título conquistado pelo Corinthians com o dinheiro sujo do MSI há um ano...

Vida de brasileiro não é fácil, amigos ! Ainda mais quando se é um brasileiro que gosta de esportes, o que implica em dizer que é um brasileiro acostumado a vitórias, a conquistas... muito embora elas ultimamente nem estejam vindo com tanta assiduidade assim, o que nos deixa como alternativa única, ficarmos ruminando coisas que já ganhamos, como se em se tratando de esportes, o museu não fosse o único lugar onde o passado tem algum valor.

Mas para os dirigentes brasileiros, principalmente os do futebol, passado conta pontos, embora nunca saibam dizer para quê. E com isto, vamos vivendo das conquistas que nos levaram ao penta - campeonato mundial, nos iludindo de que ainda somos o melhor futebol do mundo. Não somos nada, somos berço de jogadores de qualidade e parou aí. Está mais que provado que treinadores e dirigentes de futebol de verdade temos muito menos que micos-leões dourados ou tamanduás - bandeira...mas é muito menos mesmo, e quem paga o pato (e o ingresso) é o torcedor.

Veja o meu caso, por exemplo (que felizmente,não paguei ingresso). Acordei todo abrasileirado no domingo, meti a pipoca no micro – ondas, preparei um suquinho de laranja, desliguei o celular, treinei umas 18 vezes gritar os nomes da Marta, da Formiga e da Maicon (a primeira porque é a melhor do mundo e as outras porque ficamos amigos quando elas jogaram aqui) e me plantei em frente à televisão, todo empolgado, prontinho pra ser campeão do mundo (afinal, faz tempo que não sou). Meti no som o CD do Jorge Benjor e deixei na música “eu vou torcer pras moças”, já engatilhada no último volume.

Aí, de cara vi a escalação com a Maicon na lateral...mas ela não jogou a vida toda no meio, inclusive aqui, pelo Santa Isabel ? Já comecei a me preocupar... E quando os comentaristas da Band disseram que mesmo que não conquistassem o título, a meninas já eram consideradas campeãs pelo trabalho que fizeram, pisei no freio da empolgação. Síndrome de Cláudio Coutinho a aquela altura não era bom sinal. Esta de “campeão moral” pode ter valor pros outros, pra mim não. Ou sou campeão ou não sou , não tem esta de “é como se fosse campeão , pela campanha que fez”...Mentira, pede pra ver a foto com a faixa de campeão, pra você ver quem vai te mostrar; são elas.

E este comentário feito durante toda a semana que antecedeu a final não dá sentimento de dever cumprido, principalmente quando a batalha está difícil de ser ganha? Ou você acha que isto motiva alguém? Motiva é dizer que ainda não ganhou nada e que não fez nada, porque se o título não vier, não vai adiantar se lembrar da campanha. É passado, irmão, que no esporte, repito, só tem valor em museu.

E pra fechar, vou dizer a vocês porque me viram perambulando (ou você me deixa dizer “pedambulando”, uma vez que eu estava de bicicleta ?) pelas ruas, enquanto as meninas enfrentavam (e perdiam) o jogo com a Alemanha. É que quando mostraram as duas seleções na hora de entrar no gramado eu vi um contraste, que já deixou explícito pra mim quem venceria o jogo. Não sei se insufladas pela extração de responsabilidade (foi à expressão que achei para os comentários de que já eram campeãs mesmo que não levantassem o troféu), as brasileiras faziam festa cantando e dançando a “Poeira” da Ivete, enquanto as alemãs, estavam caladas, concentradas, e focadas no que teriam que fazer...e fizeram. Nosso título virar poeira.

Ali eu nem vi o jogo, desliguei a TV e...Fui !