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Julinas
ou Julhinas?
Início de julho e ainda estamos vivenciando
o clima das Festas “Juninas”, ou melhor,
neste mês elas ganham o nome de “Julhinas”.
Somos sem dúvida um país movido a
festas. Mas isso até tem o seu lado positivo,
as pessoas ficam mais próximas umas das
outras, trabalham em equipe, descobrem uma maneira
saudável de entretenimento...
Porém, é nesta época do
ano que mais acontecem queimadas que põem
em risco a natureza, os animais e os próprios
seres humanos. A subida dos balões é para
alguns um “espetáculo” visual
maravilhoso, para outros é sinônimo
de destruição que pode levar à morte.
Não é segredo para ninguém que É PROIBIDO SOLTAR
BALÕES. Eles podem e devem ser utilizados na decoração
das festas como enfeites que remetem a estas ocasiões. Entretanto,
quando ultrapassado esse limite, transformam-se em perigo real. Mesmo
sendo proibido, muitas pessoas ainda insistem
em soltá-los. Somos imediatistas, visamos
o “agora”, mas todo acontecimento traz
conseqüências e é nossa obrigação
pensar antecipadamente sobre elas. Quando soltamos
um balão não temos como direcioná-lo
e determinar o local de sua descida. Portanto, é como
pegarmos uma arma e atirarmos para o alto, como
não sabemos aonde a bala irá descer,
não temos como calcular que tipo de estrago
ela poderá causar. Sejamos
prudentes, qual de nós se sentirá bem
sabendo que foi responsável por um acidente
desta proporção? Alguns dizem que
este tipo de festa só tem graça se
estiver cheia de balões no céu, mas
isso é um engano, a graça de qualquer
festa está no clima que une as pessoas,
na vontade de extrair o melhor daquele momento. Muitos
tentam de todas as maneiras burlar a lei. Fazem
de tudo para ser o oposto do que é considerado
certo e quando encontram quem faça algo
considerado correto como: não soltar balões,
usar o cinto de segurança, respeitar a sinalização,
ceder o lugar numa condução...;
os ridicularizam como se fossem estes os errados. A
noção de certo e errado passou
a ser utilizada de maneira equivocada, o que age
certo é considerado errado e vice-versa.
No entanto, é preciso posicionar-se diante
de tal situação e não fazer
ou deixar de fazer nada em virtude da opinião
dos outros. Desta maneira, estaremos contribuindo
para uma melhor qualidade de vida. Portanto,
façamos a nossa parte. Não
importa se os outros ainda não fazem, se
nos criticam porque fazemos, o que realmente importa é ter
certeza de que fizemos o que estava ao nosso
alcance, o nosso melhor. Pensem
nisto e até a próxima! Adriana
Lopes de Oliveira (Graduada em Pedagogia e Pós-graduanda em Língua
Portuguesa)
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