Gota - Hidronefrose - Remédios falsos

GOTA

O ácido úrico é um produto da destruição celular normal no organismo.

Por algum motivo, ou pelo excesso de produção ou pela diminuição da eliminação renal, ele pode estar aumentado na corrente sanguínea, e se depositar nas articulações sob forma de cristais de uratos. A dor que causa é intensa, denominada de cruciante (o termo vem do padecimento que Jesus sofreu na cruz). As articulações mais comuns são do hálux (dedão do pé), tornozelos e joelhos. Esta doença é a gota.

É conhecida desde a antiguidade, e também denominada de “doença dos reis”, pois nos remete àqueles tempos de festas na corte, onde a comida e bebida eram fartas e duravam dias. O álcool e certos alimentos, como frutos do mar, miúdos e carne em excesso precipitam o quadro. Os pacientes devem evitá-los ,além de outros que contêm as “purinas” (feijão, ervilha, soja, etc.), que fazem aumentar o acido úrico sanguíneo. Deve-se ingerir bastante líquidos.

Quem tem crises freqüentes usa o alopurinol contínuo. Na crise, usa-se um antiinflamatório e a colchicina. Esta produz uma melhora dramática no quadro, mas leva a uma diarréia intensa. A diarréia é o sinal para interromper o tratamento. A taxa sanguínea normal do ácido úrico é em homens até 7mg% e em mulheres, 6mg%. A proporção da doença nos homens é 20:1 em relação às mulheres.

Às vezes a crise vem mesmo com o ácido úrico em níveis normais, o que se especula haver outro agente que também possa levar à doença. O ácido úrico elevado também ocasiona cálculos renais ou pode lesar os rins. A gota acomete os homens após os 35 anos e as mulheres após a menopausa.


HIDRONEFROSE


Os rins são órgãos de grande importância no organismo, pois filtram o sangue e eliminam as substancias inúteis, além de ter outras funções mais específicas no metabolismo. São órgãos-alvo de doenças importantes, como hipertensão e diabetes, e quando dão sinais de insuficiência, já estão quase que irrecuperáveis. O quadro de cólica renal, quando o cálculo transita do rim até a bexiga, passando pelo ureter, deve-se à movimentação deste cálculo, que é irregular e pontiagudo, ferindo o local e fazendo doer intensamente a região lombar. Quando o paciente elimina a pedra, cessa a dor.

Mas existem casos em que ela não sai, simplesmente ela se crava no ureter, a dor acaba e pensa-se ter havido a eliminação. Por meses o cálculo obstrui a passagem da urina daquele lado, o rim vai se dilatando e perdendo sua função, em quadro denominado hidronefrose. Quando o paciente passa a ter sintomas gerais, descobre-se a patologia, mas já pode ter perdido o órgão. Atualmente, com o uso do ultra-som, fazem-se exames seriados de uma maneira fácil, e percebe-se quando o cálculo permanece, retirando-o a laser ou por cirurgia.

Antes só se usava a urografia excretora, exame onde é administrado contraste na veia,sujeito a alergias, havia grande exposição ao raio X ,o próprio paciente fugia do controle, e assim descobria-se o problema tardiamente.

Existem outras causas para a hidronefrose, como, por exemplo, um tumor comprimindo externamente o ureter e obstruindo o fluxo da urina, mas o certo é que a ultra-sonografia foi uma grande conquista para os médicos e pacientes nestes casos.

REMÉDIOS FALSOS


Segundo o noticiário, os produtos pirateados atualmente vão de CDs a peças para avião. As indústrias fonográfica e cinematográfica estão em franca crise devido a isto. Há tempos foi desbaratada uma quadrilha em Juiz de Fora que recolhia seringas descartáveis no lixo, colocava em embalagens e vendia como novas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já alertou para a rápida expansão de remédios falsificados, em escala global, e pediu mais ações aos governos contra esta prática, que movimenta anualmente trinta e cinco bilhões de dólares no mercado mundial(dados de 2005). De acordo com as estimativas, de 6 a 10% de todos os remédios são falsificados. Assim, não adianta as prefeituras e hospitais acharem que fizeram ótimo negócio em determinada compra de medicamentos, pois o povo é quem paga o pato.

 

Dr.Mauricio Valadão Reimão de Melo, médico cardiologista, do quadro efetivo do ministério da saude, ex-presidente da sociedade médica de ubá, vereador, Presidente da Câmara Municipal.