PARADA
CÁRDIO-RESPIRATÓRIA
(PCR)
Ubaense, morador em XYZ, veio passear em
sua cidade. Chegando aos setenta anos,
muitos amigos, estava satisfeito. Sentiu algo no peito, e a família
levou-o ao cardiologista. Este, sabedor que dois irmãos do paciente
tiveram morte súbita, e notando pequena alteração no
ECG, resolveu interná-lo. Dois dias após, sem nenhuma nova
queixa, o exame normalizado, o paciente querendo alta, o médico convenceu
a família a levá-lo para XYZ, onde poderia até fazer
uma cinecoronariografia, dependendo de outros exames, e tranqüilizar
a todos. Na chegada ao principal hospital local, enquanto esperava na ambulância,
o paciente apresentou um quadro fugaz de indisposição e palidez.
O médico que o acompanhava julgou ter acontecido uma brevíssima
parada
Cárdio-respiratória, e solicitou que o mesmo fosse encaminhado
ao CTI. Lá, foi acompanhando por um conceituado cardiologista, e amigo
da família. No terceiro dia, não havendo nenhuma queixa ou alteração
de exames, o médico liberou o paciente para o apartamento. Feito isto,
tomou o elevador e foi dar a notícia aos familiares, que ficaram aliviados.
Nisto o celular o chamou novamente ao CTI. Lá chegando, deparou-se com
o plantonista tentando desesperada e inutilmente reverter a parada cárdio-respiratória
que o paciente teve. Transtornado, tomou novamente o elevador e foi dar a notícia à família.
Um senhor de setenta e poucos anos foi levado ao cardiologista pela família.
Havia sentido algo no peito, passageiro, mas dizia que já estava bem.
Exame normal, ECG idem, foi recomendada observação e certo repouso.
Dois dias após, sábado pela manhã, iniciando uma gripe,
o médico tomou um banho e foi se deitar, após ter ido ao hospital.
O telefone tocou, era a filha do paciente, que foi informada que o pai tinha
sentido algo novamente no peito. Contra sua vontade, foi levado pelo genro à casa
do médico.
Os três se sentaram na varanda. Querendo mostrar sua saúde, o
paciente passou a andar pela varanda, espertamente. O médico olhou a
pressão, ouviu o coração e resolveu pedir novo ECG. Entrou
e ligou para a enfermeira do hospital. Neste momento o genro o chamou. Ao voltar à varanda,
ainda com o esteto pendurado no pescoço, o médico viu o paciente
sentado na cadeira, com a cabeça tombada para trás, roxo e roncando.
Pôs o aparelho no peito do doente, e nada!
Não é possível! Pensou. Automaticamente, o puxou para
o chão, ajoelhou-se sobre ele e começou a massagear. Massageava
e ouvia, nada; olhava as pupilas: ainda normais. Massageava e nada; após
minutos, não acreditou: o paciente abriu os olhos, parou de roncar,
sumiu a cianose, e o coração batendo novamente. O médico
e o genro agarraram o homem, colocaram no carro e ele já chegou ao hospital
lúcido, conversando, com pequena isquemia diafragmatica no ECG e viveu
normalmente mais uns vinte anos.
ACLS O
Advanced Cardiologic Life Survivor – ou
Suporte Avançado de Vida em Cardiologia- é um
curso criado pela American Heart Association
(Associação Americana de Cardiologia).
Em caráter intensivo, dura três
dias e tem aulas teóricas e práticas,
usando bonecos (manequins), que simulam as mais
variadas situações emergenciais,
sobretudo a parada cardíaca (parada cárdio
respiratória). Em Minas o curso é administrado
pela SOMITI (Sociedade Mineira de Terapia Intensiva).
Existe também o BLS, Suporte Básico
de Vida, para a enfermagem.
São cursos fundamentais para quem trabalha
em CTIs e Pronto Socorros.
Muito importante também é o ATLS (Suporte Avançado de
Vida no Trauma), criado pelo Colégio Americano de Cirurgiões – Comitê de
Trauma. Seu inicio se deu quando um cirurgião americano, pilotando seu
próprio avião, caiu em uma plantação de milho,
na zona rural do estado de Nebraska. Ele teve ferimentos importantes, dois
filhos ferimentos graves e outro filho teve lesões leves. A esposa morreu
na hora. O médico considerou o atendimento aquém das expectativas
e procurou o Colégio de Cirurgiões, criando o ATLS, que mudou
o atendimento médico nos Estados Unidos, a partir daí, em casos
de traumatismos.
|