Conjuntivite está sob controle em Minas

Fotos: Diamang Kon Beu/SES-MG

Nesta época do ano, período de ar seco propício para a proliferação de vírus, costuma aparecer alguns casos de conjuntivite. Em Minas Gerais, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), até o momento, nenhum município registrou aumento de ocorrências, indicando a inexistência de surto no Estado.

“ Por se tratar de uma doença que não é de notificação compulsória, a SES indispõe de um banco de dados com números exatos. No entanto, sabemos que os casos registrados até agora não estão acima do esperado, pois, sempre que os municípios percebem anormalidades no número de ocorrências, as Gerências Regionais de Saúde são informadas”, afirma Jules Ayoub, coordenador estadual da Oftalmologia Social.

A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, isto é, uma membrana que cobre o globo ocular (a parte branca dos olhos) e o interior das pálpebras. Geralmente, ataca os dois olhos, tem duração bastante variável e pode deixar seqüelas. “Alguns tipos causam opacidade corneana, que leva a pessoa a ter dificuldade para enxergar à noite”, explica Jules.

Os principais sintomas da conjuntivite são ardência, coceira, vermelhidão, sensibilidade à luz, sensação de areia nos olhos, além de inchaço das pálpebras e lacrimejamento. Em alguns casos, ocorrem também secreções, que podem ser de aquosas a purulentas.

A conjuntivite pode ser causada por bactérias ou vírus. Tais organismos são transmitidos pelas mãos, por toalhas, cosméticos ou pelo uso inadequado de lentes de contato. Poluição do ar, fumaça, sabonetes, maquiagens ou outros produtos também podem irritar a membrana, causando a conjuntivite.

Para prevenir o contágio, são necessários alguns cuidados, como lavar as mãos com freqüência e procurar não colocá-las aos olhos. Também deve-se evitar compartilhar maquiagem, toalhas de rosto e óculos escuros. É preciso ainda evitar nadar em piscinas sem cloro ou lagos, bem como usar óculos de mergulho para nadar. No caso das pessoas que trabalham com produtos químicos, os óculos de proteção também são recomendados.

Já o tratamento consiste em lavar os olhos e fazer compressas com água gelada, que deve ser filtrada e fervida ou com soro fisiológico também gelado. Para a conjuntivite viral não existem medicamentos específicos. Cuidados especiais com a higiene ajudam a controlar o contágio e a evolução da doença. Acima de tudo, é importante não se medicar. A indicação de qualquer remédio só pode ser prescrita pelo médico oftalmologista.

Fonte: Secretaria do Estado de Saúde de Minas Gerais