Depressão também atinge as crianças

Sêmia Mauad

 

O aumento dos casos de depressão infantil é um fenômeno relativamente novo. Sabe-se que o mal não se manifesta da mesma forma que em adultos. Hoje, a depressão nas crianças, é diagnosticada quando ela apresenta alterações em seu desenvolvimento. Por exemplo, se ela pára de ter prazer em atividades que antes eram agradáveis, como brincar com os amigos.

Entretanto, a depressão infantil não é uma doença apenas da criança muito quieta, é também uma doença de crianças agressivas e hiperativas. Na maioria das vezes, o problema é percebido na escola, devido ao baixo rendimento escolar e reprovação, como também na apresentação de um comportamento agressivo ou na forma como se relaciona com as demais crianças. Pesquisa desenvolvida no Brasil aponta que de 2% a 5% das crianças sofrem de transtornos depressivos.

O psiquiatra Michel Dias falou da diferença entre a depressão do adulto e a da criança: “Algumas diferenças são que o apetite e o sono não são muito alterados na criança como no adulto. Além das crianças não relatarem tão freqüentemente sentimento de culpa ou falta de esperança. Percebe-se na criança vários sintomas como recusa de ir a escola, irritabilidade, dor abdominal e dor de cabeça. Elas se queixam, principalmente, de sintomas físicos”.

O psiquiatra ainda ressaltou a importância da família no tratamento das pessoas depressivas: “O tratamento inclui uma abordagem familiar. Uma intervenção medicamentosa, quando necessária e o apoio psicológico. A escolha do tratamento varia com a gravidade do caso, mas do que se é criança ou adulto. Em casos mais leves, às vezes, nem se faz uso de medicação, somente o apoio de um terapeuta, compreensão e ajuda da família podem ser necessários. Assim que se percebe alguma normalidade deve se buscar esclarecimento apropriado”.