SEXO

Preservativo ainda causa dúvidas nas pessoas

Sêmia Mauad

A camisinha existe desde o Egito Antigo. Há pesquisas que datam seu nascimento em 1000 antes de Cristo, onde já se encontrava algumas pinturas egípcias mostrando uma espécie de tecido em volta do pênis dos homens daquela época.
Em 1564, o anatomista Gabrielle Fallopius, cria um saco de linho para proteger o órgão sexual masculino de uma doença sexualmente transmissível: a sífilis.
A camisinha no século XVII e XVIII passa por uma mudança. Começam a ser feitas com a membrana de intestino de carneiro. Entretanto, no Japão, no século XIX, são usadas camisinhas de um couro fino.
Mas é no ano de 1943 com a invenção da vulcanização da borracha que a camisinha deslanchou. Os autores da descoberta foram Hancock e Goodyear. Com a produção industrial o preço do preservativo diminui.
A borracha só foi substituída por látex na fabricação da camisinha apenas em 1930.
Apesar de ser antiga, a camisinha ainda deixa algumas dúvidas. Vejam elas:

1- Uma camisinha pode estourar se usada em mais de uma transa?

R: O risco aumenta porque a camisinha passa pelo processo de “estica e puxa” mais de uma vez. O látex também fica exposto duas vezes a substâncias ácidas e básicas que a vagina produz. E, finalmente, o esperma pode vazar entre uma transa e outra.

2- O preservativo pode dar alergia?

R: Algumas pessoas têm alergia ao látex, outros ao lubrificante da camisinha (gel derivado de petróleo) e outras ao nonoxynol –9 (espermicida). Nesses casos, o que se faz é trocar a marca (usar uma sem lubrificante ou gel) ou procurar uma marca importada feita de um derivado de plástico.

3- O preservativo mais fino, que proporciona maior sensibilidade ao garoto é tão seguro quanto o normal?

R: Tanto as camisinhas mais finas (que proporcionam maior sensibilidade) quanto as mais grossas (e mais resistentes) passam pelo teste de qualidade e são igualmente seguras. Antes de usar, verifique se na embalagem há o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).


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